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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Professor, deixa de ser #old, até quando vai dar #unfollow em seus alunos!


Lendo um pouco sobre as tendências pedagógicas, ainda percebo uma forte influência da Pedagogia Tradicionalista nas escolas, onde “Os métodos baseiam-se tanto na exposição verbal como na demonstração dos conteúdos, que são apresentados de forma linear, ignorando as experiências trazidas pelos alunos, tornando a prática pedagógica estática, sem questionamentos da realidade e das relações existentes, sem pretender qualquer transformação da sociedade, daí deriva o caráter abstrato do saber.” Mas por que estou falando sobre isso? Com toda certeza grande parte da população e dos jovens brasileiros está conectada a internet e em redes sociais, e acredito que mais do que nunca chegou à hora do tradicionalismo sair do lugar. Como teoria de Paulo Freire, a educação deveria assimilar o objeto de estudo fazendo uso de uma prática dialética com a realidade, traduzindo, leve a realidade dos ensinados para a aprendizagem escolar, por isso, tenho convicção que passou da hora de usarmos as plataformas de rede social como apoio fundamental da educação.

Temos sérios problemas, como o choque de gerações, pois muitos professores ainda se bloqueiam do uso das redes sociais, e os alunos atualmente não tem somente os “mestres” como referências, mas sim seus 600,700, 1000 amigos do facebook, por isso os professores, quando são, serão somente mais um a ser espelho dos alunos. Os métodos de ensino também precisam ser reciclados, os alunos não conseguem mais ficar dentro de uma sala de aula 4, 5 horas com aulas expositivas. Algumas escolas já começaram a mudar e se atualizar, mas principalmente a rede pública precisa mais do que fazer a inclusão digital, e com urgência incentivar os alunos a produzirem conteúdo, compartilhar conhecimento e participar de projetos de engajamento social.

Já pensou em termos professores postando suas aulas em blogs, criando discussões em grupos de conversa, podcasts de aulas, discutir o cyberbullying abertamente, vejo que temos muito espaço para evoluir digitalmente nas escolas e precisamos participar da construção deste conhecimento da nova geração que já está chegando ao mercado de trabalho e não aceita certas tolerâncias que por exemplo a geração dos baby boommers aceitava.  Chegou à hora de se quebrar alguns paradigmas, chegou a hora de pensarmos na Pedagogia Digital!

 

Fontes:

 

https://sites.google.com/site/ged0611/pedagogia_tradicional

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire

 

http://bullyingdigital.wordpress.com/

 

http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5573407-EI8266,00-Para+lidar+com+geracao+Z+professor+recorre+as+redes+sociais.html


sábado, 17 de setembro de 2011

Computador e Facebook para Crianças?

Para quem nasceu na década de 80, como eu, por muitos chamados de década perdida marcada pela quantidade de eventos políticos e sociais em todo mundo, teve uma infância sem muita tecnologia, mas com a criação de vínculos de amizade e redes que se constituem até hoje. Talvez explicado pela proximidade e a necessidade de estarmos juntos fisicamente, brincando, crescendo e aprendendo nos possibilitou termos uns aos outros laços eternos que a geração atual, chamada por alguns de Y pouco ainda vejo ter, e que constantemente é transportada para dentro das redes sociais. Fato é que facebook, orkut, twitter trazem um ganho enorme as relações, diminui distâncias, gera conteúdo instantâneo, mas nunca podemos substituir totalmente o virtual pelo contato real e físico. Conversar pela rede é ótimo, mas poder sorrir e tocar pessoalmente são experiências únicas que precisam ser mantidas, para não perdermos as nossas origens e reforçar que as redes sociais surgiram do presencial e não virtualmente. Vivemos em rede, seja ela fisicamente ou pela tela do tablet, estamos em rede, conversando numa praça ou dentro de uma comunidade do orkut.

Quando leio algo a respeito de se iniciar a introdução a computadores para crianças de 5, 4,3 anos, me assusto um pouco, principalmente que nesta idade existem fatores essenciais à criança de ser estimulada afim de seu crescimento/desenvolvimento físico e emocional. Sei que crianças nesta idade querem imitar os pais, irmãos mais velhos, mas preocupo com o fato da possibilidade de crianças desenvolverem doenças às vezes vistas somente em adultos, principalmente esta dependência pelo computador. Em hipótese alguma, nossos jovens podem tratar com indiferença o mundo real, e tratar com soberania o virtual. Concordo que existem softwares que podem ajudar sim no desenvolvimento dos jovens, mas que se usado for seja o mínimo possível. As crianças têm que se comunicar com as outras, cair, se sujarem, tocarem, serem estimuladas para desenvolverem sensibilidade e a imaginar o mundo, este é o ideal nesta fase. Quando ela chegar aos 6 anos, julgo a idade ideal para começarem a ser inseridas mais frequentemente com computadores, até porque nesta idade elas começarão a frequentar a escola e terão que começar, com moderação, a serem educadas e a se prepararem para a vida de um adulto.

Pessoal, não sabemos para onde esta nuvem vai. Ontem tínhamos caderno de perguntas que queríamos responder para saber quem gostava da gente, com quem você já tinha ficado, ou qual telefone fixo daquele namoradinho (a), hoje temos o formspring que é a alteração para o virtual. Um teste simples, compare a sua letra de hoje com a época da escola. Da maioria ficou mais feia porque substituímos o escrever pelo digitar, que é uma evolução natural.

Pais, não deixem suas crianças perderem a oportunidade de saber como é importante o contato físico, o abraçar, o aperto de mãos, mesmo que no futuro saibamos que estarão cada vez mais conectadas pelo virtual. Cuidado com a web2.0, ela é ótima, mas podem trazer consequências cruéis as crianças. Elas precisam se preparar a serem inseridas neste novo mundo, e um fator fundamental e saberem o quanto é importante o contato físico.

Forte abraço e até o próximo post!
Bom final de semana!